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Vício em comprar: o que fazer se o lazer virar doença

Redação DuMoney 6 de agosto de 2018 atualizado às 11:48

Já ouviu falar da oniomania? É vício em comprar. Uma obsessão sem controle, gastando dinheiro que não tem e contraindo dívidas enormes

A diferença entre quem gosta de comprar e quem é viciado é a sensação posterior ao ato / Schutterstock

 

Numa sociedade que prega a aquisição de bens para satisfação social, fica difícil distinguir quem tem obsessão por comprar  – a tal da oniomania – de quem só é consumista mesmo. Muitas pessoas têm a compulsão, mas não admitem, nem a reconhecem.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 8% da população mundial sofre desse consumismo exagerado.  A principal diferença entre quem gosta de comprar e quem é viciado, é a sensação posterior ao ato. Se, em vez daquele prazer característico de um mimo pessoal, você sentir angústia e culpa por ter comprado, é um sinal de oniomania.

EM BUSCA DA FELICIDADE

Para a professora da ESPM e doutora em psicologia, Maria Cláudia Tardin Pinheiro, os vícios se desenvolvem como uma tentativa de satisfação. Segundo ela, os adictos agem como se a felicidade estivesse a uma compra de distância.

“As promessas sociais se referem a esses objetos idealizados como capazes de aplacar as angústias e desprazeres da vida. Assim se dá com as drogas, com as compras, bebida, remédios, comida, sexo, trabalho e etc”, explica a professora.

Pessoas com comportamentos compulsivos geralmente apresentam comorbidades. Ou seja, a compulsão, que é uma doença, provoca o surgimento de outras, como o transtorno de humor, ansiedade e a depressão. Por isso reconhecer o problema e buscar ajuda cedo é importante. Evita a deterioração da saúde e das finanças.  

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ALIENAÇÃO SOCIAL É UM SINTOMA

Maria Cláudia aponta que o vício produz um anestesiamento do indivíduo em relação à sua vida e aos seus relacionamentos sociais. Levando a uma alienação e afastamento da família e dos amigos.

A condição pode ser agravada com a contração de dívidas e descontrole financeiro. Esse tipo de cenário leva a um julgamento errôneo de que a pessoa é mau caráter e inconsequente. Com isso, familiares e amigos se afastam. O vício é uma condição psicológica que precisa de tratamento e o apoio de entes queridos é essencial.

TRATAMENTO ENVOLVE EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Mas calma. Tem cura. Acompanhamento psicoterapêutico e psiquiátrico é o tratamento mais comum. O uso de modernos fármacos específicos da classe dos novos antidepressivos e ansiolíticos também podem ajudar, desde que sejam receitados por médicos. Um processo de reeducação financeira também faz parte de um tratamento, já que saber se organizar e administrar as finanças é um passo importante para manter o vício controlado.

BUSCAR AJUDA É O PRIMEIRO PASSO

Os Devedores Anônimos são um grupo de pessoas que ajudam uns aos outros a se recuperar do débito compulsivo. Estão presentes em várias capitais inclusive Rio de Janeiro (http://www.devedoresanonimos-rio.com.br/index.html) e São Paulo (http://www.devedoresanonimos-sp.com.br/).

Mas atenção! Ainda é importante para o comprador compulsivo buscar auxílio psicológico.

Em Economia Comportamental

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