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Os motivos que fazem seu cérebro ser atraído por anúncios feitos por celebridades

Redação DuMoney 4 de outubro de 2018 atualizado às 18:22

Existe uma diferença na atividade cerebral na hora de analisar um produto endossado por uma celebridade

Ter uma celebridade nos anúncios pode garantir um bom retorno? / Schutterstock

 

Não há nada de novo em apelar à uma celebridade na hora de anunciar um produto. Na verdade, isso é uma das estratégias mais repetidas pelas grandes marcas há anos.

A primeira “propaganda” de uma celebridade é de 1760 – quando o termo “marca” ainda nem havia sido cunhado. Naquele distante século XVIII, Josiah Wedgewood, um empresário britânico, criou um conjunto de chá para a rainha Charlotte. Logo, todo mundo ouviu falar sobre o jogo de chá que a majestade usava nos encontros da nobreza, tornando-se objeto de desejo de 10 em cada 10 plebeus.

Trazendo o assunto para anos mais recentes, a partir da década de 2000, ficou praticamente impossível, durante um intervalo comercial, não ver algum ícone pop endossando algum produto. Os exemplo vão desde a cantora Ivete Sangalo, que já chegou a estrelar comerciais de seis marcas ao mesmo tempo, até o apresentador Luciano Huck.

TER UMA CELEBRIDADE AJUDA A VENDER O PRODUTO?

Se depender das respostas de adultos e adolescentes, não. A conclusão é de um estudo feito com cerca de 11 mil adultos e adolescentes nos Estados Unidos. Conforme citado por Martin Lindstrom no livro “Brandwashed”, a maioria dos entrevistados acredita que a presença de celebridades em propagandas não afeta suas decisões de compras.

No levantamento, veja só, cerca de 80% dos entrevistam disseram que compram produtos, sem levar em consideração a presença de alguma celebridade fazendo propaganda dele.

Só que um outro estudo sugere que, ao contrário de crianças, quando adultos, gostamos de pensar que somos mais racionais e imunes à persuasão de influenciadores ou celebridades, mas nossas decisões permanecem pautadas por fatores irracionais.

Preste atenção ao estudo feito por pesquisadores holandeses. De acordo com o trabalho desenvolvido, existe uma diferença na atividade cerebral na hora de analisar um produto endossado por uma celebridade.

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Para chegar a esse resultado, pesquisadores radiografaram os cérebros de 24 mulheres diante das imagens de sapatos usados por celebridades e por pessoas comuns. A pesquisa mostrou que, quando estavam expostas à imagens com celebridades, a atividade de uma parte do cérebro das mulheres ligada ao afeto aumentou. Já o mesmo não mesmo aconteceu quando o teste exibiu imagens de pessoas comuns usando os sapatos.

COMO EVITAR O PODER DAS CELEBRIDADES

Analistas e profissionais de marketing aconselham que consumidores tenham atenção às redes sociais. Isso porque muitas vezes, perfis, por exemplo, no Instagram, não refletem a realidade. Há muitos influenciadores que fazem propaganda de um produto ou serviço que sequer conhecem.

Outros, usam táticas ainda mais difíceis de serem detectadas: aparecem com roupas de determinadas marcas sem mencionar propositalmente o nome do que estão vestindo, deixando a propaganda mais implícita. É bom ter cuidado.

 

Em Economia Comportamental

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