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O número de mulheres no conselho impacta nos lucros das empresas

Redação DuMoney 16 de outubro de 2018 atualizado às 16:58

O número de mulheres compondo o conselho de administração de uma empresa tem impacto sobre os lucros e rentabilidade. Veja como

homens a mulheres se reunindo

Entre os executivos de nível mais alto 30% são mulheres / Shutterstock

 

Qualidade de gestão, ambiente de trabalho e produtividade dos funcionários são fatores que contribuem para o rendimento e boa performance dos bancos. Recentemente, um estudo mais um indicador que melhora ainda mais o ambiente de trabalho e o lucro do negócio: a quantidade de mulheres no conselho diretor.

Para chegar a essa conclusão, duas pesquisadoras, Ann Owen, professora de Economia do Hamilton College de Nova York, e Judit Temesvary, economista da Reserva Federal dos EUAanalisaram dados de 87 entidades financeiras norte-americanas, entre os anos de 1999 a 2015.

Nessas instituições foram examinadas diferentes variáveis, como a relação entre receitas e despesas, o desempenho de seus ativos ou a evolução do seu valor de mercado.

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Os resultados da pesquisa foram registrados no artigo Diversidade de Gênero nos Conselhos de Administração dos Bancos, publicado no blog do Banco da Inglaterra. O texto mostra que há uma relação positiva entre diversidade de gênero e sucesso econômico, mas só se forem cumpridos determinados requisitos.

QUANTO MAIS IGUALITÁRIO, MAIS DEMOCRÁTICO É O CONSELHO

Foi observado que mulheres, em geral, são mais propensas a ter experiências funcionais diferentes dos homens em áreas como recursos humanos, experiência de gestão ou diplomacia. E, portanto, quanto mais igualitários e democráticos forem os conselhos diretores, mais heterogêneas serão as vozes daqueles que tomam decisões o que contribui para a melhora de resoluções de problemas, criatividade e produtividade.

Outro aspecto que chamou a atenção das pesquisadoras é que as mulheres costumam apresentar maiores porcentagens de presença nas reuniões dos órgãos dos quais participam do que seus colegas homens. Por tanto, um conselho com mais mulheres terá um papel mais ativo e mais presente na hora de exercer, por exemplo, controle sobre atividades dos gestores da companhia.

No entanto é necessário ter em mente que as melhorias no quadro geral do funcionamento da instituição se dão apenas em ambientes bem administrados, onde os custos da diversidade — como conflitos ou problemas de coordenação — são minimizados.

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REPRESENTATIVIDADE AINDA É BAIXA

Apesar desses resultados, a quantidade de mulheres nos conselhos diretores ainda é muito pequena. No período analisado (de 1999 a 2015) o percentual de diretorias com presença feminina aumentou, mas permaneceu abaixo de 20% no último ano. 

Os bancos comerciais americanos têm uma presença feminina significativa, mas apenas nos primeiros escalões corporativos. O percentual de mulheres chega a 56,7% se o número total de funcionários for analisado. Isso cai para 48% quando se refere a gerentes de nível médio ou baixo, e é reduzido mais ainda, para 30,8% quando abrange apenas os executivos de nível mais alto.

 

 

Em Economia Comportamental

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