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Nassim Taleb: como podemos nos beneficiar com o caos

O que está entre fragilidade e resiliência? Nassim Taleb explica em seu livro Antifrágil: Coisas que se Beneficiam Com o Caos. Veja como o conceito pode ser aplicado na vida profissional e financeira

Redação DuMoney 20 de fevereiro de 2018 atualizado às 20:43

executiva meditando

Antifrágil não é resistir ao caos e sim aprender com ele / Shutterstock

 

Imagine algo frágil. Agora, imagine o oposto. Veio algo robusto e forte na sua cabeça, certo? Aqui entra o conceito de “antifragilidade” criado por Taleb. É com esse conceito que o escritor explica como é possível beneficiar-se do caos.

Autor, ensaísta, estatístico, analista de riscos e matemático de formação, Nassim Nicholas Taleb , 58 anos,  conhecido por ser um megainvestidor. É também professor do Instituto Politécnico da Universidade de Nova York e presidente da empresa de investimentos Empirica.

RESILIÊNCIA OU RESISTÊNCIA?

Em Antifrágil: Coisas que se Beneficiam Com o Caos (2012), ao nomear o termo antifragilidade, o autor explica que não seria  sinônimo das palavras “robusto”, “sólido”, “inquebrável” ou  “resiliente”. O que Taleb pretende é justamente dar a ideia de um termo que possa expressar a fragilidade reversa.

Uma boa maneira de entender o conceito é partirmos para a definição do que é frágil, que seria algo que sai prejudicado (quebra ou rompe) quando submetido à pressão de um agente externo. O antifrágil é algo que melhora quando está diante de uma situação inesperada. Que se beneficia do caos.

Essa lógica rompe com o modelo de que o oposto de fragilidade está em força ou resistência, características de quem é capaz de suportar situações extremas sem se alterar. Ao buscar somente essas duas características, você não irá melhorar com o caos, permanecendo no mesmo estado em que está. 

Se você optar pelo caminho do antifrágil, irá encarar os eventos adversos de frente e se aperfeiçoará diante deles. Dessa forma, poderá crescer pessoal e profissionalmente. Para Taleb, nós não devemos evitar o caos. Nos esquivar e buscar proteção de ataques ou mudanças bruscas pode parecer um caminho seguro, mas não é a melhor opção para o nosso desenvolvimento.

O filósofo Nietzsche dizia que “o que não mata, fortalece”. Taleb diz que devemos buscar a antifragilidade, ou seja, nos alimentar do caos. Não é à toa que o investidor é conhecido como o “Nietzsche de Wall Street”.

Analisar as próprias fraquezas é uma das formas de exercitar o conceito. Assim como ocorre com os indivíduos, algumas indústrias são antifrágeis e outras não. A aviação comercial, por exemplo, é antifrágil e melhora a cada acidente aéreo. Isso porque quando um avião cai, as falhas são analisadas e a segurança é reforçada para se evitar que outros possam cair futuramente.

Nosso sistema imunológico é antifrágil quando, por exemplo, atacado por uma bactéria faz com que o corpo desenvolva anticorpos capazes de resistir e combater uma contaminação maior, evoluindo e criando barreiras de proteção, ou seja, tornando-se melhor que antes.

Leia mais: Arriscando a própria pele: críticas de Nassin Taleb às instituições

Até agora, a coletânea Incerto (que trata das incertezas) tem cinco volumes: Arriscando a Própria Pele, AntifrágilA lógica do Cisne Negro, Iludidos pelo Acaso, e A Cama de Procusto).

Em Economia Comportamental

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